Açúcar, Mel e Aguardente
A história do açúcar na Madeira deixou marcas evidentes na história da sociedade madeirense. A cultura da cana foi uma espécie de varinha de condão. Transformou a economia e vivência da população.
A cana-de-açúcar foi introduzida na ilha em 1425 por ordem do Infante D. Henrique. As primeiras estacas foram importadas da Sicília. Uma vez que a terra era muito difícil de trabalhar, o Infante quis ajudar os colonos e mandou que se trouxesse escravos de África.
Contudo, foi nos séculos XV e XVI que a indústria da cana sacarina mais se notabilizou. O açúcar madeirense passou então a ser conhecido nos principais mercados europeus.
A industria do mel e açúcar foi alvo de uma larga exportação e foi fundamental para um amplo tráfego comercial entre a ilha e o exterior.
Foi graças ao negócio da cana-de-açúcar que se ergueram alguns dos monumentos históricos da Madeira, como por exemplo a Sé do Funchal, e alguns palácios como é o caso do Museu de Arte Sacra.
No século XVII, a produção da cana-de-açúcar baixou devido às doenças que atingiram os canaviais e ao preço mais elevado do nosso açúcar quando comparado com o produzido no Brasil.
Actualmente, a produção da cana-de-açúcar está limitada a alguns concelhos e a pequenas parcelas de terrenos. A cultura tem ainda algum peso para os agricultores da Calheta. É neste Concelho que se situa um dos Engenhos mais emblemáticos da Madeira.
Da cana, para além do açúcar, extrai-se também aguardente e melaço. À base de aguardente de cana, faz-se a célebre Poncha. Já o mel de cana é um dos ingredientes fundamentais para o tradicional Bolo de Mel.
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