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O Parapente na Madeira
PARAPENTE

O voo livre agrupa um con­junto de disciplinas cujo objec­tivo comum é voar utilizando as forças da natureza e recor­rendo à força do próprio piloto para descolar e aterrar. Estas disciplinas são a Asa Delta e o Parapente.
As primeiras tentativas do homem voar com asa de estrutura rígida e movidas pelo impulso de um homem, ocorreu no fim do séc. XIX pelo engenheiro alemão Otto Lilienthal.
PARAPENTE

Os parapentes foram desenvolvidos a partir da década de 60, mas só chegaram à Europa em 1978, altura em que se começou a praticar o voo livre em zonas montanhosas.
Os longos anos de evolução por que passou o Parapente, o crescente aumento do conhe­cimento científico neste domí­nio e o surgimento de novos materiais de alta tecnologia têm consolidado esta disciplina como das mais divulgadas da aviação.
O parapente é um derivado longínquo do pára-quedas que é transportado às costas den­tro de um saco que contém todo o material necessário. Esta modalidade tem tido um pro­gresso extraordinário tanto em termos de segurança, como de performance.
Os riscos inerentes a toda a actividade aérea também exis­tem no voo livre. No entanto, a experiência adquirida ao longo dos anos, a qualidade de ajuste, o rigor dos procedimentos de certificação das aeronaves e o conhecimento adquirido em termos do ensino contribuíram grandemente para o aumento da segurança desta modalidade desportiva e de lazer.
Os princípios físicos que regem o voo do parapente são os mesmos que se aplicam a todas as outras aeronaves com asas. É a diferença de velocida­de entre o ar que circula pelo extradorso e o intradorso que cria uma diferença de pressão gerando uma força ascendente (sustentação). Se esta força for superior ao peso da aerona­ve, esta sobe. Este princípio é conhecido como o Princípio de Bernoulli.
O voo livre é um desporto sem paralelo, já que voar era o sonho mais antigo do Homem e agora é uma paixão. Aliás, como Leonardo DaVinci dizia: “Porque, uma vez que tenhas experimentado o voo, cami­nharás sobre a Terra com o olhar posto no céu, porque já lá estiveste e queres voltar”.

PARAPENTE

A Madeira contempla uma perfeita combinação de elementos naturais que proporcionam o cenário ideal para a prática de vários desportos ao longo do ano inteiro. Detentora de uma fantástica combinação de recursos naturais, permite a prática de diversas actividades desportivas ao longo de todo o ano.
A prática do parapente na ilha da Madeira tem diversos locais onde poderá ser realizado tanto na costa sul ou na costa norte. As descolagens variam entre os 1600mts até falésias com 30 mts. As aterragens serão quase sempre nas praias e poderão ser consideradas difíceis para quem estiver a começar na modalidade mas pilotos experientes não terão problemas a aterrar nas praias madeirenses. O contraste do mar com as montanhas torna a paisagem inesquecível e a possibilidade de voar durante todo o ano torna este destino extremamente atractivo.
Os locais de voo mais utilizados são: Cabo Girão, Pico das Mantas (Parque Ecológico Funchal), Arco da Calheta, Rabaçal, Fanal, Porto Cruz, Prazeres.

*texto e fotos de Avelino Silva (Associação de Parapente da Região Autónoma da Madeira)

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Cesário Camacho 06-08